quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Problema das Unhas

 Os seus pés…….indicadores da sua saúde

Pelo facto dos pés estarem tão longe do nosso coração, os nossos pés são frequentemente o local primordial  do nosso organismo a transmitir que algo no nosso corpo se encontra de má saúde.
A condição geral das unhas dos pés pode ser indicativo do primeiro sinal de doença. Por exemplo, as unhas que se apresentam côncavas em vez de arredondadas sobre o leito ungueal, podem indicar falta de ferro ou anemia (diminuição de glóbulos vermelhos). O aumento da espessura das unhas, ou a presença de irregularidades, podem ser indicativos de manifestações de psoríase, uma doença de pele.
O seu Podologista irá sempre avaliar a condição clínica das unhas dos pés, e providenciar o tratamento mais adequado à alteração ou patologia das suas unhas.

As unhas dos nossos pés

As unhas são consideradas uma forma alterada da epiderme (a camada superior do tecido da pele), endurecida por uma proteína chamada queratina. Protegem a ponta dos dedos das mãos e dos pés e não têm vida. Apesar de não terem terminações nervosas, estão acomodadas em tecidos sensíveis (existem cerca de 17 000 receptores de toque na mão; a maioria situa-se nas pontas dos dedos). Isto permite que as unhas sintam a mínima vibração ao tocarem num objecto.
A parte visível da unha mede 0.5mm de espessura e apresenta uma cor rosada, devido à profusão de capilares existentes por baixo dela. A unha cresce a partir da matriz, situada debaixo da pele. Um crescente branco chamado lúnula (meia-lua) está, frequentemente, visível na base da unha, embora se encontre, por vezes, tapado pelo eponíquio (cutícula). As unhas das mãos demoram cerca de 6 meses a crescer da raiz até à ponta e as dos dedos dos pés cerca de 12 meses.
anatomia da unha
Anatomia da Unha

Quem é vulnerável aos problemas das unhas dos pés?

Todas as pessoas, de todas as idades, podem eventualmente ao longo das suas vidas sofrer de alterações ungueais. Muitos destes problemas são relativamente comuns. As unhas podem tornar-se espessas, quebradiças, curvadas, descoloradas, infeccionadas e irregulares. Em alguns casos a unha pode cair, e crescer uma nova unha. À medida que envelhecemos, a probabilidade de desenvolver patologia ungueal aumenta.

O que causa problemas nas unhas

Os problemas ungueais podem ser causados por infecções fúngicas, bacterianas, infecções víricas (verrugas), tumorações subungueais, traumatismos (queda de objectos), alterações de crescimento ou mau corte ungueal. Traumatismos ungueais em associação a hematoma ou infecção podem causar deformidades permanentes.

Patologias comuns e o seu tratamento

Unhas encravadas: São uns dos problemas mais comuns de patologia ungueal. È um estado doloroso, normalmente do dedo maior do pé, em que um ou ambos os bordos da unha se comprime contra a pele adjacente, o que dá origem a infecção e inflamação. A situação resulta geralmente do corte incorrecto das unhas, da própria morfologia da unha (unhas curvadas para dentro), do calçado apertado ou de traumatismo repetido durante as actividades diárias (caminhadas, exercício físico).
Frequentemente a dor pode ser provocada por presença de calosidade (pequeno calo entre a unha e o bordo do dedo (canal ungueal).
Na maioria dos casos a situação clínica, necessita unicamente de tratamento conservador (extracção de espícula sem dor). Outros casos podem necessitar de um pequeno procedimento cirúrgico, conduzido pelo seu Podologista, utilizando anestesia local.
Espessamento das unhas: È uma alteração comum. Normalmente é o resultado de traumatismo sobre o leito ungueal (queda de objecto) ou infecção provocada por fungos.O espessamento das unhas é também um processo de carácter fisiológico inerente à idade. O espessamento das unhas dos pés pode ser facilmente tratado, de forma indolor pelo seu Podologista.
Traumatismo da unha: A queda de um objecto pesado sobre a lâmina ungueal, assim como a avulsão da unha, pode levar à deformação permanente da unha. Um tratamento regular e indolor realizado pelo Podologista, incluindo a diminuição da espessura e alisamento da unha, contribui para a diminuição das complicações associadas à alteração do crescimento da unha.
Infecção fúngica: Vulgarmente conhecida por onicomicose; é uma infecção das unhas por fungos (dermatófitos, leveduras, fungos filamentosos não dermatófitos).
As infecções ligeiras provocam poucos ou nenhuns sintomas, manifestando-se inicialmente por uma alteração da coloração situada normalmente num dos cantos da unha (ponto amarelo) do dedo grande. Com o evoluir da situação clínica, torna-se amarela e grossa, podendo levar ao descolamento da unha, destruição parcial ou total da unha. As infecções fúngicas têm tendência a evoluir para a afectação de toda a lâmina ungueal. Em alguns casos a sobreinfecção por Candida albicans, também se manifesta, verificando-se uma inflamação dolorosa em redor das unhas (paroníquia).
Outras infecções: Causam inflamação da matrix (oníquia) e inflamação dos tecidos adjacentes à unha (paroníquia). Em pessoas com diminuição do sistema imunitário, estas alterações por vezes podem tornar-se em complicações sérias, incluindo a expansão do processo infeccioso por toda a perna. O seu Podologista pode detectar estas alterações atempadamente e aconselhar um plano de tratamento adequado.
Os tratamentos disponíveis actualmente são eficazes e práticos. De acordo com a gravidade da situação o seu Podologista pode recomendar-lhe vários tipos de tratamento:
  • Tratamento tópico: Antifúngicos tópicos. Após a aplicação na superfície da unha, penetram, destruindo directamente o fungo.
  • Tratamento oral: Antifúngicos em comprimidos ou cápsulas.
  • Tratamento com associação de antifúngicos orais e tópicos.
Para um tratamento eficaz será necessário realizar consultas de Podologia periódicas (dois em dois meses), afim de melhorar a superfície da unha, para uma melhor penetração e disponibilidade da medicação tópica e oral no leito ungueal. O polimento e descongestionamento da unha afectada, realizado pelo Podologista, garantem a eficácia do tratamento.
Para a cura completa das onicomicoses (micose das unhas) são necessários em geral 4 a 6 meses, no caso das mãos, e 9 a 12 meses no caso dos pés.
Curiosidades:
A onicomicose (micose das unhas) é a doença mais comum nos adultos. Pelo menos cerca de 300.000 portugueses (3% da população) sofrem de onicomicose.

As pessoas de idade

As pessoas de idade com alterações de circulação são susceptíveis à fragilidade das unhas. O espessamento das unhas e a secura da pele é um processo de carácter fisiológico inerente à idade. Os problemas de mobilidade dos idosos, a falta de flexibilidade e os problemas de visão, incapacitam o corte ungueal correcto, especialmente se estiveram deformadas. Os idosos devem recorrer ao tratamento Podiátrico regular, de modo a garantir um corte e tratamento correcto das unhas.

Sinais de alarme:

Alterações de textura ou formato da unha, mudança da cor (amarelecimento, por exemplo), sinal de infecção, deve ser discutido com o Podologista. O seu Podologista pode diagnosticar o problema e adverti-lo para o melhor tratamento.
Para prevenir as doenças das unhas é importante:
- Cortar as unhas de forma recta, não arredondar os cantos da unha, para evitar o encravamento.
- Utilizar um alicate de qualidade para o seu corte, não partilhar os instrumentos de corte, não cortar as unhas muito rentes.
- Escolher calçado confortável e de qualidade, com tamanho apropriado ao seus pés.
- Manter os pés sempre limpos e secos, especialmente entre os dedos, de modo a evitar a proliferação de fungos, que possam infectar as unhas.
- Calçar meias de fibras de qualidade, pouco restritivas, que evitem o excesso de transpiração.
- Ter cuidado com locais favoráveis ao desenvolvimento de fungos: balneários, piscinas, jardins e duches, evitando andar descalço ou partilhar calçado ou toalhas.
Corte Ungueal Correcto
Corte Ungueal Correcto

Como o seu Podologista o pode ajudar:

Os Podologistas ou Podiatras são profissionais de saúde altamente qualificados e treinados para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. Os programas continuados de educação e especialização da carreira, garantem o melhor desempenho da sua função.
Visite o seu Podologista com regularidade, de modo a prevenir problemas futuros, aliviar a dor e o ajudar a conseguir uma melhor mobilidade.

Problema de pele dos Pés

 Infecções por Dermatófitos – Pé de Atleta

As micoses são infecções da pele causadas por fungos, microorganismos que se alimentam de células da pele e que sobrevivem em ambientes fechados, ao mesmo tempo quentes e húmidos. São duas as micoses do pé: a micoses da pele (pé-de-atleta) e as micoses das unhas (onicomicoses)
As dermatofitoses, tinhas ou dermatomicoses são micoses causadas por um grupo de fungos conhecidos como dermatófitos.
Os dermatófitos constituem um grupo de fungos que, em vida parasitária, têm a capacidade de invadir tecidos queratinizados de humanos e outros animais, causando infecções denominadas dermatofitoses. Os fungos dermatófitos que frequentemente causam o pé de atleta pertencem a dois géneros – Trichophyton e Epidermophyton. Destes, as espécies Trichophyton rubrum e Trichophyton Mentagrophytes são as mais comuns.
Os dermatófitos podem atingir qualquer área do nosso corpo como por exemplo o estrato córneo da pele, as placas ungueais (unhas das mãos ou dos pés) ou os pêlos. O aspecto varia desde a descamação ligeira até um processo inflamatório mais intenso associado a prurido (comichão). Os locais de infecção incluem o pé, as unhas, as virilhas ou o couro cabeludo.
As manifestações clássicas na planta dos pés caracterizam-se por pequenas vesículas (bolhinhas) com conteúdo límpido, que após secagem se tornam avermelhadas e descamativas, podendo estar ou não associadas a comichão, conhecida por disseminação tipo “moucassin”, onde toda a planta do pé e o seu contorno lateral se encontra afectado Nos espaços interdigitais, sobretudo entre o 4º e 5º dedos, causa prurido, descamação, maceração e fissuras.
Infecção Fúngica
Infecção Fúngica (Pé de Atleta)

Difíceis de erradicar

Eliminar por completo os fungos que se instalam nos pés e nas unhas é difícil, pelo que o tratamento é sempre prolongado. O tratamento depende da gravidade da infeção, podendo ser utilizados medicamentos antifúngicos tópicos (cremes, pomadas, soluções ou pós de aplicação localizada) e medicamentos antifúngicos orais.
O importante é iniciar o tratamento o mais cedo possível, de modo a evitar que a micose se agrave. Consulte o seu Podologista atempadamente.
Curiosidades:
Estima-se que cerca de 10 a 15% da população mundial, pode ser infectada por dermatófitos no decorrer de suas vidas

Outras infecções

Candidíase interdigital
A candidíase é uma infecção micótica causada por um grupo de leveduras relacionadas. Quando as condições ambientais são particularmente favoráveis (tempo húmido e quente) ou quando as defesas imunitárias do indivíduo se encontram comprometidas, o fungo pode infectar a pele. Tal como os dermatófitos, a Candida cresce bem em condições quentes e húmidas. As manifestações localizam-se na pele ou apresentar disseminação sistémica (situação rara). Os factores predisponentes incluem diabetes mellitus, imunodeficiênciass celulares e HIV. Localizações frequentes incluem a cavidade oral (sapinho), áreas maceradas e cronicamente húmidas, área periungueal (em redor das unhas), zonas interdigitais dos pés. O espaço entre os dedos apresenta-se com  aspecto macerado, acompanhado de um odor desagradável.
Verrugas plantares
São pequenas formações sólidas rugosas na superfície da pele, provocadas pela instalação de um vírus (papilomavírus humanos) na camada superficial da pele. As verrugas plantares são firmes e redondas, com uma superfície áspera e a base profundamente implantada na planta ou nos dedos dos pés. Podem ser únicas ou múltiplas e são frequentemente dolorosas. Após remoção indolor da camada superficial, realizado na consulta de Podologia, verifica-se a presença de pequenos pontos escuros. Estes pequenos pontos são vasos sanguíneos que irrigam a verruga, inexistentes nos calos e calosidades. As verrugas têm carácter contagioso. Consulte o seu Podologista caso apresente alguma lesão com as características mencionadas.
Verruga Plantar
Verruga Plantar
Curiosidades:
A designação “pé de atleta” é vulgarmente entendida como a infecção dos pés por fungos denominados “dermatófitos”. O pé-de-atleta afecta mais de 2 milhões de portugueses e mais de 25% da população europeia. Esta doença tem esta denominação porque está associada a quem pratica desporto, mas não significa que não venha afectar quem não faça desporto. Os balneários, as piscinas e as pedicures são pontos de contágio.

Como o seu Podologista o pode ajudar:

Os Podologistas ou Podiatras são profissionais de saúde altamente qualificados e treinados para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. Os programas continuados de educação e especialização da carreira, garantem o melhor desempenho da sua função.
Visite o seu Podologista com regularidade, de modo a prevenir problemas futuros, aliviar a dor e o ajudar a conseguir uma melhor mobilidade.

Palmilhas

O que são ortóteses plantares?

O termo ortótese, etimologicamente provém do grego “orthos” que significa direito e representa um dispositivo médico que auxilia ou facilita uma função, assim, uma ortótese plantar pode ser utilizada para prevenir um movimento indesejado, dar assistência a um movimento indesejado, resistir uma deformidade ou manter um segmento na posição correcta.
A ortótese plantar (conhecido por palmilha) pode ser usada para redistribuir forças ou aliviar pressões excessivas sobre determinada área do pé. Existem vários tipos de ortóteses plantares. As ortóteses prescritas pelo seu Podologista são realizadas de forma personalizada, adaptadas a cada situação clínica.

Quem utiliza ortóteses plantares?

Pessoas de todas as idades com problemas nos pés ou membros inferiores podem necessitar de ortóteses plantares. Pessoas que praticam desporto, vulgarmente utilizam ortóteses para aumentar a sua performance ou corrigir qualquer problema mecânico. Qualquer um de nós que sofra de um problema crónico a nível dos pés ou membro inferior que limite a sua mobilidade ou independência pode beneficiar do uso de ortóteses plantares.

Em que situações são prescritas ortóteses plantares?

As ortóteses plantares permitem que todo o processo de caminhar, correr ou o estar de pé seja mais cómodo e confortável. As ligeiras alterações biomecânicas produzidas pelas ortóteses plantares, permitem uma melhor adaptação do pé ao solo, permitindo uma locomoção ou bipedestação mais eficiente e sem dor.
A prescrição das ortóteses plantares, pelo seu Podologista, é realizada tendo em consideração a avaliação individual de cada paciente. São avaliadas as alterações patológicas dos pés, os factores ocupacionais e de estilo de vida. A prescrição de ortóteses plantares pode actuar como tratamento conservador de diversas patologias dos pés, actuar como redistribuidor das forças de pressão do corpo e do pé e melhorar a postura corporal. Igualmente, as ortóteses plantares ajudam a prevenir a formação de calosidades, úlceras plantares, recorrência de entorses e estiramentos. Têm de igual modo, um papel importante na reabilitação pós cirúrgica e no tratamento da dor aguda ou crónica do pé.

Tipos de ortóteses:

As ortóteses plantares são realizadas de forma e de materiais diversos. Todas elas servem para melhorar a função do pé e reduzir as tensões que em último término, possam causar deformidades e dor no pé.
As ortóteses plantares classificam-se em três grandes grupos: as que pretendem principalmente modificar a função do pé (ortóteses correctivas ou compensatórias), as que são principalmente de natureza protectora (ortóteses preventivas), e as que combinam o controlo funcional e a protecção.

Ajuste exacto, função e suporte

Na prescrição de ortóteses plantares, o seu Podologista, promove um conjunto de critérios que asseguram a segurança e a eficiência do uso das ortóteses plantares, incluindo:
  • Uma avaliação clínica de todo o pé e membro inferior prévia à prescrição das ortóteses plantares.
  • Uma prescrição tendo em consideração as necessidades individuais de cada paciente, sendo por isso, as ortóteses plantares, executadas de forma personalizada.
  • Um controlo completo da prescrição, execução e aplicação das ortóteses plantares.
  • Uma avaliação de continuidade do uso das ortóteses plantares, ajuste e adaptação ao calçado.

Como o seu Podologista o pode ajudar:

Os Podologistas ou Podiatras são profissionais de saúde altamente qualificados e treinados para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. Os programas continuados de educação e especialização da carreira, garantem o melhor desempenho da sua função.
Visite o seu Podologista com regularidade, de modo a prevenir problemas futuros, aliviar a dor e o ajudar a conseguir uma melhor mobilidade.

Séniores

Séniores

Com o passar dos anos, os nossos pés têm tendência a desenvolver problemas. Uma concepção errada, bastante comum, é o facto de pensarmos que com a idade os pés doridos são uma situação normal. Esta crença é errada. O desconforto e a dor não são consequências naturais do envelhecimento. Muito se pode fazer para melhorar o conforto, aliviar a dor e manter a saúde dos pés para a vida.

O espelho da nossa saúde

A condição de saúde dos nossos pés, muitas vezes é o indicador primário de alterações sistémicas, tais como a diabetes, a artrite e as doenças circulatórias. Por esta razão, o pé humano é por vezes chamado de “espelho da saúde”. Esteja atento a sinais tais como, pele seca, unhas quebradiças, sensação de queimadura e formigueiro, calafrios, dormência e descoloração. Procure a opinião do seu Podologista sempre que apresentar algum destes sinais.

Os problemas dos pés podem ser prevenidos

Por volta dos nossos 50 anos de idade, os nossos pés perderam cerca de metade da capacidade de absorção de choque conferida pelo panículo adiposo do pé (gordura da planta do pé responsável pela absorção dos impactos durante a marcha). Em associação ao aumento de peso corporal, esta situação pode afectar os ossos e os ligamentos.
Muitos de nós, incluindo as pessoas idosas, acreditam que é normal que os pés doam, e simplesmente resignam-se a esta situação, que pode ser tratada e melhorada. Existem descritas acima de 300 condições patológicas dos pés. Algumas delas são hereditárias, mas a maior parte das alterações, são provocadas pelo efeito acumulativo de anos de desgaste e negligência. Contudo, mesmo nas pessoas de idade, os problemas dos pés podem ser tratados com sucesso, tendo como objectivo o alívio da dor e a promoção da mobilidade e independência.
Quando alcançamos os 50 anos de idade, os nossos pés percorreram 86.000 quilómetros, fazendo com que fiquem mais susceptíveis a doenças e lesões. Estudos clínicos, demonstram que a partir do 50 anos de idade, estamos 80% mais susceptíveis ao desenvolvimento de artrite do pé e do tornozelo, assim como, 90% mais sujeitos ao desenvolvimento de deformações das articulações do pé e dos dedos dos pés.
Promover a condição de saúde dos seus pés traz muitos benefícios, incluindo a promoção do seu conforto pessoal, limita a possibilidade do aparecimento de problemas médicos adicionais, reduz as hipóteses de internamento hospitalar devido a infecções e mantêm-no mais activo e móvel.

Alguns conselhos práticos

  • Um calçado bem adaptado é essencial. Para as actividades diárias, o uso de calçado com uma sola firme, anti-derrapante e um bom suporte na zona do calcanhar garantem uma melhor estabilidade. O uso de chinelos, gastos e com muito uso, durante as actividades diárias provocam instabilidade do pé.
  • Compre o calçado no final da tarde. No final do dia os pés atingem o tamanho máximo (devido ao inchaço).
  • Caminhar é o melhor exercício para os seus pés.
  • As meias ou collants devem ter o tamanho correcto e de preferência não devem ter costuras.
  • Não use meias ou collants que façam a constrição da circulação. Atenção aos elásticos apertados.
  • À excepção da praia, evite andar descalço, mesmo em casa, evitando possíveis traumatismos (queda de objectos, tropeçar nos móveis)
  • Não realize o corte de calos ou calosidades com lâminas, canivetes ou outros instrumentos e não utilize produtos de venda livre a menos que sejam recomendados pelo seu Podologista.
  • Lave os seus pés em água morna (não quente), utilizando um sabão preferencialmente suave. Teste a temperatura da água com a mão. Após a lavagem diária aplique um creme hidratante.
  • Corte ou lime as unhas de forma recta. Não corte os cantos das unhas.
  • Inspeccione os seus pés diariamente, ou tenha alguém que o faça por si. Se notar algum ferimento, fissura ou dor, consulte o Podologista.
  • Consulte o Podologista pelo menos duas vezes por ano.

O cuidado com as unhas

As pessoas de idade com alterações de circulação são susceptíveis à fragilidade das unhas. O espessamento das unhas e a secura da pele é um processo de carácter fisiológico inerente à idade. Os problemas de mobilidade dos idosos, a falta de flexibilidade e os problemas de visão, incapacitam o corte ungueal correcto, especialmente se estiveram deformadas (demasiadamente espessas). Os idosos devem recorrer ao tratamento Podiátrico regular, de modo a garantir um corte e tratamento correcto das unhas.

Como o seu Podologista o pode ajudar:

Os Podologistas ou Podiatras são profissionais de saúde altamente qualificados e treinados para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. Os programas continuados de educação e especialização da carreira, garantem o melhor desempenho da sua função.
Visite o seu Podologista com regularidade, de modo a prevenir problemas futuros, aliviar a dor e o ajudar a conseguir uma melhor mobilidade.

Dores no calcanhar

Dores no calcanhar

A dor no calcanhar designa-se por talalgia e é uma das alterações mais frequentes da consulta de Podologia. A origem da dor do calcâneo é tão variada que podemos estar perante um processo banal, causado por exemplo, pelo exercício físico após o treino, como a presença do esporão do calcâneo, ou uma manifestação reumática mais complexa.

Quem é mais vulnerável à dor do calcanhar?

A maior incidência da talalgia (dor do calcâneo) é verificada em homens e mulheres de meia-idade. Também se verifica em indivíduos que praticam exercício físico regular (devido a forças de impacto e estiramento), bem como em pessoas obesas ou que caminhem muito durante o dia.

As causas da dor do calcanhar

A dor do calcanhar apesar das inúmeras etiologias, normalmente e na maioria dos casos está associada a alterações biomecânicas (anomalias da posição do pé ou forma de caminhar) do próprio indivíduo. Estas alterações podem causar excesso de pressão do próprio osso (osso calcâneo), ou nos tecidos moles em seu redor.
O stress pode ainda resultar de um traumatismo ocorrido durante a corrida ou salto, mau calçado (nomeadamente desgaste do calçado), ou ainda pelo excesso de carga ponderal do indivíduo (obesidade).
As doenças sistémicas como a artrite ou diabetes podem também contribuir para a dor.

Complicações comuns

Esporão do calcâneo: Uma das causas comuns da dor do calcâneo é o esporão do calcâneo, uma projecção óssea situada na zona plantar do calcâneo. Não se verifica nenhuma alteração visível no calcanhar, sendo somente detectado por Rx. O paciente manifesta uma dor, localizada na parte plantar interna do calcanhar. Aproximadamente 10 % da população pode apresentar esporão do calcâneo sem manifestar dor.
Admite-se que o esporão do calcâneo se forma por tracção excessiva ou microtraumatismo repetido da fáscia plantar, provocado na maioria dos casos por desequilíbrios biomecânicos.
Imagem Radiológica do Esporão do Calcaneo
Imagem Radiológica do Esporão do Calcaneo
Fasceíte plantar: A dor do calcanhar e o esporão do calcâneo está frequentemente associado com a inflamação da fáscia plantar (banda de tecido conjuntivo fibroso que envolve a planta do pé desde o calcanhar à zona anterior do pé). A inflamação deste arco plantar é denominado fasceíte plantar.
A inflamação pode ser agravada pela falta de suporte do calçado, especialmente na área do arco plantar, e pelo consequente estiramento da fáscia plantar.
Localização da dor na Fasceíte Plantar
Localização da dor na Fasceíte Plantar

Outras causas da dor do calcanhar

  • Movimento pronatório excessivo do pé (queda do lado interno do pé para dentro).
  • Inflamação das bolsas serosas (bursite) do trajecto posterior do calcâneo.
  • Compressão nervosa (síndrome do canal társico)
  • Traumatismos ou fracturas de stress do calcâneo.

Como ultrapassar o problema?

Se a dor e outros sintomas de inflamação persistirem, tais como, dor localizada ao colocar o pé no chão, vermelhão, edema e aumento da temperatura local, deve consultar o seu Podologista. O seu Podologista poderá requerer a realização de Rx apropriados para a visualização de possível esporão do calcâneo ou fractura.

Tratamento

O tratamento inicial pode envolver recomendação de calçado apropriado, ligadura de compressão e anti-inflamatórios locais. Se o seu Podologista observar possível alteração biomecânica do pé ou da marcha, a aplicação de uma palmilha personalizada, adaptada à situação sua clínica, contribuirá para a resolução do problema.

Recuperação

A sua recuperação irá depender do factor etiológico (causa) da dor do calcanhar e do seu estado individual de saúde. Num indivíduo saudável, com esporão do calcâneo ou fasceíte plantar, normalmente demorará seis a oito semanas a apresentar melhorias clínicas.

Prevenção de futuros problemas

Calçado: Compre sapatos que se adaptem ao seu pé – frente, zona posterior e laterais do calçado. Sola amortecedora de impactos e zona do calcanhar com suporte. Não calce sapatos com desgaste excessivo na sola e calcanhar.
Alongamentos e exercício: Faça uma preparação prévia ao exercício. Faça exercícios de aquecimento antes de correr ou caminhar e exercícios de alongamento no final do treino. Aproprie as suas actividades atléticas ao seu estado de adaptação ao treino e à sua saúde. Se tem excesso de peso, experimente actividades que necessitem pouca carga, tal como a natação ou bicicleta.

Como o seu Podologista o pode ajudar:

Os Podologistas ou Podiatras são profissionais de saúde altamente qualificados e treinados para a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação das patologias dos pés. Os programas continuados de educação e especialização da carreira, garantem o melhor desempenho da sua função.
Visite o seu Podologista com regularidade, de modo a prevenir problemas futuros, aliviar a dor e o ajudar a conseguir uma melhor mobilidade.

terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Verrugas plantares

VERRUGAS PLANTARES
As verrugas plantares são lesões da pele produzidas pelo vírus do papiloma humano (HPV) de tamanho variável e superfície irregular.

A pressão exercida pelo peso do corpo contra o sapato faz com que a verruga cresça para o interior da sola do pé contrariamente a outras zonas do corpo, provocando bastante dor e incómodo, e dificuldade em caminhar.
 
São conhecidos mais de 80 tipos de verrugas e por serem bastante contagiosas podem originar novas verrugas a outros pontos do pé ou mesmo a outras pessoas, mas nem todas as pessoas são susceptíveis ao vírus. Tem que haver uma predisposição para adquirir a doença.
O seu período de incubação varia de 1 a 21 meses (média de 4 meses).
Muitas vezes erradamente identificadas como calos, as verrugas plantares diferenciam-se destes por apresentarem uma rica rede de capilares dando à verruga plantar um aspecto rendilhado e dor intensa quando comprimidas lateralmente sendo relativamente indolores à compressão central; já os calos são mais dolorosos à compressão central.

Unhas Encravadas

UNHAS ENCRAVADAS (onicocriptose)
 
A unha encravada ocorre quando uma ponta da unha se enterra na pele ao seu redor podendo dar origem a inflamação, inchaço ou vermelhidão, e é geralmente causada pelo hábito errado de cortar os cantos das unhas.
Na maior parte dos casos, a dor só aparece ao andar mas também pode persistir mesmo em repouso.
 
Ao andarmos, devido à dor, temos tendência a não apoiar o dedo dolorido, o que nos leva a adquirir posturas erradas e viciosas ou alterar a marcha.
A extração da unha deve ser evitada pois, quando ela voltar a crescer, pode encravar novamente. O tratamento podológico visa desobstruir a passagem da unha, que pode então crescer livremente.
  
Causas: 
  • CALÇADO - Foi criado para proteger e adaptar-se à formação e comportamento dinâmico do pé, mas a moda transformou-o num objecto de beleza externa e tortura interior.
  • MORFOLOGIA DA UNHA - Quando as unhas apresentam uma curvatura maior do que a normal. Em geral, as unhas encurvadas pressionam o tecido.
  • MORFOLOGIA DO DEDO – Quando existem deformações nos dedos (dedo em garra, dedo em martelo, dedo sobreposto, etc…).
  • MORFOLOGIA DO PÉ - Desequilíbrio nos pontos de apoio plantar.
  • POSTURAS DE DESCANSO ERRADAS - Quando se dorme de barriga para cima, a pressão dos cobertores sobre os dedos em pacientes que têm a sensibilidade diminuída (diabéticos) associada a outros factores. (ex.: crianças em fase de amamentação que, por dormirem de barriga para baixo, desencadeiam o processo por pressionar o dedo contra o colchão).
  • HIPERHIDROSE (excesso de transpiração) - Permite com facilidade que a unha se incruste no tecido macio.
  • UNHAS MUITO CURTAS, SUBMERGIDAS - Quando a unha fica “submergida” devido ao mau corte e entra em confronto com o calçado.
  • CORTE INCORRETO DAS UNHAS - Quando se deixa na zona lateral das unhas alguma parte da mesma (espícula), que com o crescimento ou compressão gera o problema.
  • TRAUMATISMOS VIOLENTOS – Quando acontecem pisadelas, tropeções, queda de objectos pesados, etc.
  • FACTORES GENÉTICOS – Quando algum progenitor tem propensão para esta patologia.
 
Cuidados com as unhas:
  • - não cortar as unhas até o "sabugo", deixe sempre uma pequena porção da borda livre;
  • - não cortar as unhas pelos cantos;
  • - Cortar as unhas a direito;
  • - não retirar ou afastar as cutículas, pois protegem a matriz ungueal da acção de substâncias químicas e/ou microorganismos;
  • - Evitar o uso de endurecedores de unha, pois podem causar ressecamento e manchas;
  • evitar deixar os pés húmidos por muito tempo.
 
Existem técnicas mecânicas para correcção das unhas encravadas chamadas ortoníxias.
As ortoníxias são pequenos aparelhos metálicos que permitem a correcção do arco da unha de forma gradual.
Não é um processo traumático nem doloroso e não é necessária a extracção da unha para que ela seja corrigida.
Esta técnica só deve ser aplicada por podologistas, pois são profissionais altamente qualificados, com amplo conhecimento em anatomia e patologias dos pés.
 
NÃO ESQUEÇA:
- um mau corte da unha, resulta em perda do sulco e consequente encravamento.
- não retome os hábitos antigos após verificar melhoras, pois o problema terá uma forte tendência a reaparecer.